Casas Bahia fecha quase 300 lojas e inicia nova fase de reestruturação
O Grupo Casas Bahia iniciou uma nova etapa de sua estratégia para reduzir custos e reorganizar as operações no país. Em apenas dois dias, 298 lojas da rede foram fechadas, enquanto aproximadamente 1.900 funcionários foram desligados.
A medida atingiu unidades em diferentes estados e provocou preocupação entre trabalhadores e entidades que representam a categoria. Em alguns locais, funcionários afirmaram ter chegado para trabalhar e encontrado os estabelecimentos fechados.
O encerramento das unidades faz parte de um processo mais amplo de revisão da estrutura da companhia. A estratégia busca concentrar as atividades em pontos considerados mais eficientes e, ao mesmo tempo, diminuir despesas operacionais.
Além disso, a empresa vem tentando adaptar sua rede física ao avanço das vendas pela internet. Algumas lojas também desempenham funções relacionadas à logística, retirada de produtos e distribuição de mercadorias.
Demissões geram reação sindical
A forma como os desligamentos foram realizados provocou reação de entidades sindicais. O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região informou que avalia medidas judiciais contra o procedimento.
Entre as medidas anunciadas está a possibilidade de uma ação coletiva para questionar os desligamentos e buscar reparações aos trabalhadores afetados.
A redução da estrutura ocorre em um momento de forte pressão financeira para a companhia. No primeiro trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,06 bilhão.
Diante desse cenário, a empresa vem adotando medidas voltadas à redução de despesas, ao controle do endividamento e à melhoria da rentabilidade de suas operações.
A estratégia também envolve analisar o desempenho das unidades individualmente. Dessa forma, lojas com resultados considerados insuficientes podem ser descontinuadas dentro do processo de reorganização.
Situação na Bahia ainda não está totalmente esclarecida
A rede possui presença significativa na Bahia. Dados divulgados anteriormente pela companhia apontavam 56 lojas no estado em maio de 2026.
Entretanto, até o momento, não foi divulgada uma relação pública completa identificando todas as 298 unidades encerradas e os respectivos municípios.
Por isso, não é possível confirmar quais estabelecimentos da Bahia foram afetados pela medida sem uma lista oficial da empresa.
Varejista aposta na integração entre lojas e internet
Mesmo com o fechamento de centenas de unidades, o Grupo Casas Bahia continua mantendo uma ampla estrutura física no território nacional.
A empresa busca integrar as lojas tradicionais ao comércio eletrônico, utilizando parte da rede como apoio para retirada de mercadorias e operações logísticas.
O movimento mostra uma mudança no modelo de atuação da varejista, que tenta encontrar um equilíbrio entre a presença física e o crescimento das vendas digitais.
Para os trabalhadores atingidos, porém, o processo representa uma mudança imediata, marcada por centenas de desligamentos e pelo encerramento de unidades que durante anos fizeram parte do comércio local de diversas cidades.
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